Hipertexto como um novo espaço para a narrativa literária: análise de obras da hiperliteratura

Leonardo Antunes Cunha

Resumo


CUNHA, Leonardo Antunes. O hipertexto como um novo espaço para a narrativa literária: análise de obras da hiperliteratura. Belo Horizonte: Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UFMG, 1999. (Mestrado em Ciência da Informação). 182p. Orientadora: Professora Dra. Ana Maria Pereira Cardoso.

Investiga o fenômeno da hiperliteratura, uma nova forma de discurso artístico desenvolvida especificamente para o suporte do hipertexto eletrônico (seja em disquete, CD-ROM ou na Internet). Esta análise é precedida por um estudo teórico de três questões: a) as possibilidades proporcionadas pela publicação eletrônica - como a grande facilidade de alteração do conteúdo, a grande capacidade de recuperação da informação, a rapidez da publicação, a interatividade, o uso do hipertexto e da escrita não linear, o uso da multimídia - e as possíveis contribuições que tais recursos trazem para textos literários e não literários, b) os desafios que o mundo contemporâneo - envolvido em um período de aceleração do tempo, que privilegia a rapidez e efemeridade, a dispersão e o apelo imagético, segundo autores como David Harvey, e cuja comunicação entre num período de predomínio do hipertexto e do pólo informático-midiático, segundo Pierre Lévy - apresenta ao objeto livro e, mais especificamente, ao discurso literário, c) busca apresentar o contexto em que surgiu o fenômeno da hiperliteratura e, com base na leitura de teóricos como Howard Becker, Jay David Bolter, Michael Joyce, George P. Landow, Pierre Lévy elinear algumas tendências marcantes de seu discurso: não linearidade, auto-referência, escrita topográfica, interatividade e uso da multimídia. Tais tendências configuram o roteiro que fundamenta a última etapa da pesquisa: a análise de quatro obras da hiperliteratura: Its name was Penelope"; de Judi Malloy, Hegirascope 2, de Stuart Moulthrop, Twilight, a symphony, de Michael Joyce e I have said nothing, de Jane Yellowlees Douglas. Conclui que há o surgimento de uma nova forma artística, que alia elementos da literatura e de outras artes, e cujo discurso revela um desprendimento da narração linear, encadeada, e uma primazia de aspectos espaciais.





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