De Leibniz às máquinas sociais: uma visão histórica do surgimento dos agentes inteligentes de informação sob a ótica da ciência da informação.

Celio Andrade Santana, Camila Oliveira Lima, Amanda Almeida Nunes

Resumo


Tem como objetivo investigar o contexto histórico do desenvolvimento das ideias que culminaram com o surgimento dos agentes de mineração. Pressupõe, hoje, que cerca de metade da informação processada na Internet é feita por agentes o que estimula uma discussão sobre o papel dos bots na contemporaneidade, bem como da relação destes com pessoas e seus dados. A justificativa deste trabalho se dá pela observação do cenário atual em que tais agentes já interagem com as pessoas e pelo distanciamento, presumido, do objeto de estudo que resulta na escassez de publicações a partir da CI. Apresenta como as necessidades informacionais que impulsionaram o surgimento da Ciência da Informação também inspiraram a criação dos agentes de mineração. O Procedimento metodológico utilizado foi uma revisão bibliográfica que parte do desejo de Leibniz em criar o Calculus Ratiocinator e segue até a contemporânea teoria das Máquinas Sociais. Sugere como conclusão, por um lado, que a CI já desenvolveu o seu olhar sobre a evolução dos Agentes de Mineração, que a princípio era atribuída, apenas, à lógica e matemática, e por outro lado articular estas desconexas e esparsas visões dos contextos próprios dos agentes de mineração.

Palavras-chave


Agentes de Mineração. Máquinas Sociais. Internet 3.0.

Texto completo:

PDF

Referências


AABOE, A. Episodes from the early history of mathematics. MAA, 1964.

AHARONY, N.; REED, D.; LIPPMAN, A. Social area networks: Data networking of the people, by the people, for the people. In: COMPUTATIONAL SCIENCE AND ENGINEERING, 2009. Anais... Nova York, IEEE, 2009.

ANJOS, L. Sistemas de Classificação do Conhecimento na Filosofia e na Biblioteconomia: Uma visão histórico-conceitual crítica com enfoque nos conceitos de classe, de categoria e de faceta. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Universidade de São Paulo, São Paulo. 2008.

BERNERS-LEE, T. Weaving the Web: The Past, Present and Future of the World Wide Web by Its Inventor. London: Orion Business Books, 1999.

_______________. The Semantic Web. Scientific American. May, 2001.

BIOLCHINI, J. Semântica na representação do conhecimento: do vocabulário controlado à ontologia. In: Anais do ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, V, 2003. Anais… Rio de Janeiro: IBICT, 2003.

BUSH, V. As We May Think. The atlantic monthly. v. 176, n. 1, 1945. p. 101-10

BURÉGIO, V., MEIRA, S., ROSA, N. Social machines: a unified paradigm to describe social web-oriented systems. In Proceedings of the 22nd international conference on World Wide Web companion, 2013, New York. Anais… New York, p. 885-890, 2013

CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

_____________. A Galáxia Internet: reflexões sobre a Internet, negócios e a sociedade. Zahar, 2003.

CRNKOVIC, G. Shifting the Paradigm of the Philosophy of Science: the Philosophy of Information and a New Renaissance. Minds and Machines, v.13, n.4. 2003.

DAHLBERG, I. Teoria da classificação, ontem e hoje. In: Anais da Conferencia Brasileira de Classificação Bibliográfica, 1976, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: IBICT, 1979

DUQUE, C., CARVALHÊDO, S. web semântica, as redes sociais e o futuro dos profissionais da informação. In: encontro nacional de pesquisa em ciência da informação, v. 9, 2008. Anais... ANCIB, 2009.

FLORIDI, L. Internet: which future for organized knowledge, Frankenstein or Pygmalion. International journal of human-computer studies, 1995.

__________. Information ethics: an environmental approach to the digital divide. Philosophy in the Contemporary World, v. 9, n. 1, p. 39–45, 2002.

__________. The fourth revolution: How the infosphere is reshaping human reality. OUP Oxford, 2014.

GARCIA, J., SOUSA, M. Cultura digital: odisséia da tecnologia e da ciência. Em Questão, v. 17, n. 2, 2013.

GEHRINGER, M., LONDON, J. Odisséia digital. 2001. Disponível em . Acesso em 2 jun. 2016.

GLEICK, J. A Informação: Uma história, uma teoria, uma enxurrada. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

GUEDES, W., ARAÚJO JÚNIOR, R. Estudo das similaridades entre a teoria matemática da comunicação e o ciclo documentário. Informação & Sociedade, v. 24, n. 2, 2014.

HEIMS, J. John von Neumann and Norbert Wiener. MIT Press, 1980.

HERKEN, R. The Universal Turing Machine. A Half-Century Survey. 1992.

JORENTE, M.; SANTOS, P.; VIDOTTI, S. Quando as Webs se encontram social e semântica: promessa de uma visão realizada? Informação & Informação, v. 14, p. 1-24, 2009.

KOPETZ, H. Internet of things. In: Real-time systems. Springer US, 2011.

KURZWEIL, R., RICHTER, R., SCHNEIDER, M. The age of intelligent machines. Cambridge: MIT press, 1990.

LÉVY, P. A inteligência coletiva. São Paulo: Edições Loyola, 1998.

_______. Cibercultura. Editora 34, 2010.

MANESS, J. Teoria da Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas. Informação & Sociedade, v. 17, n. 1, 2007.

MATHEUS, R. Rafael Capurro e a filosofia da informação: abordagens, conceitos e metodologias de pesquisa para a Ciência da Informação. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 10, n. 2, 2005.

MEIRA, S. Novos negócios inovadores de crescimento empreendedor no Brasil. Leya, 2015.

MUHERONI, M. O paradigma físico da informação, segundo James Gleick. In: SILVA, J; PALETTA, F. Orgs. Tópicos Para Ensino de Biblioteconomia. Vol 1. São Paulo: ECA-CBD, 2016. P. 166-175.

NEIL, S. The Late George Boole. 1865. Tese (Doutorado em Matématica) - Queen’s College, Cork.

OTLET, P. Traité de Documentation: Le livre sur le Livre – Théorie et pratique. Bruxelles: Editions Mundaneum, 1934.

PECKHAUS, V. Calculus ratiocinator versus characteristica universalis? The two traditions in logic, revisited. History and Philosophy of Logic, v. 25, n. 1, p. 3-14, 2004.

PIERUCCINI, I. Fundamentos em Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação. 2013. Disponível em: . Acesso em 01 de fevereiro de 2016.

POMBO, O. Dispersão e Unidade para uma poética da Simpatia. In: LARA, M.; SMIT, J. (Orgs). Temas de Pesquisa em Ciência da Informação no Brasil. São Paulo: USP, 2010.

PRICEWATERHOUSE, H. The business value of APIs. 2012 Disponível em: . Acesso em 23 de abril de 2016.

RECUERO, R. Redes sociais na internet. Sulina, 2011.

ROSENBLUETH, A., WIENER, N., BIGELOW, J. Behavior, purpose and teleology. Philosophy of science, v. 10, n. 1, 1943.

ROUSH, W. Social machines: Computing means connecting. Technology Review, v. 108, n. 8, p. 44, 2005.

SEMMELHACK, P. Social machines: how to develop connected products that change customers' lives. New York: John Wiley & Sons, 2013.

SHANNON, C., WEAVER, W. The mathematical theory of information. 1949.

SOLOVE, D. The digital person: Technology and privacy in the information age. NyU Press, 2004.

TOFFLER, A. A Terceira Onda. São Paulo: Record, 2007.

TSVETKOVA, M., GARCIA-GAVILANES, R., FLORIDI, L. Even Good Bots Fight. 2016. Disponível em: . Acesso em 23 de abril de 2016.

TURING, A. Computing machinery and intelligence. Mind, v. 59, n. 236, 1950.

VICKERY, A; VICKERY, B. Information science in theory and practice. Walter de Gruyter, 2004.






Revista Perspectivas em Ciência da Informação
Antonio Carlos, 6627 - Pampulha
31270- 901 - Belo Horizonte -MG
Brasil
Tel: 031) 3409-5227 






A revista Perspectivas em Ciência da Informação está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
       IET          IBCT - SEER Portal Scielo Capes Periodicos UFMG        Sistema de Bibliotecas UFMG